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"A arte só se torna necessária quando a vida é inarticulada, e quando
a arte não é expressão e sim espelho da vida, só é necessária quando a
vida aparentemente não tem um desígnio; vale dizer, quando a
conclusão ou os resultados de determinadas causas ficam tão distantes
ou tão ocultos que somente a arte alcança mostrar-lhes a relação, Arte
que espelhe arte não satisfaz."(A arte da poesia, Ezra Pound)
Esta mostra pretende deter o olhar na poética que pulsa ao rés do
cotidiano, esse complexo de ascendência e queda que envolve a magia da vida.
Forma, cor e textura engendraram-se nos passeios do ciclista pelas praias, jundu
e costeiras de Ubatuba, atento ao detalhe pulsando junto à deslumbrante
paisagem. No ateliê, Roberto Mei engendra às nuanças das emoções, a complexa
técnica do escultor para chegar ao limiar de suas idéias, à tentativa de tocar o
milagre da vida e a corrosão da morte. Impiedosa autocrítica de suor e lágrima.
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